Male Subjectivity

O projeto Subjectividade Masculina confronta a noção de masculinidade que é expressada e idealizada dentro do padrão social disposto na atualidade. Utilizando de uma linguagem carnavalesca, ironizo a masculinidade, a removo do seu lugar hierárquico de poder, e exponho sua fragilidade, confrontando assim os aspectos simbólicos do falo.

 

Utilizando materiais como a cerâmica e o vidro, enfatizo a masculinidade frágil do homem contemporâneo. Procuro ironizar a masculinidade ferida do “homem de verdade” envolvendo o masculino com a presença do feminino, que aqui se mostra enflorescendo de dentro para fora. Dessa forma escancara-se o feminino inconsciente do masculino com a intenção de ruptura patriarcal.

 

Proponho desmistificar a virilidade com intuito de rebater falas que oprimem uma expressão “fem” ou Queer masculina.  Uma resposta também ao preconceito que acontece dentro da comunidade LGBTQA+, para demonstrar e trazer ao centro a discussão de comportamentos destrutivos em relação ao homem que tem uma expressão feminina.

 

Em meu trabalho os vasos são antropomórficos. Vistos por mim como um corpo generalizado, seu invólucro exerce uma narrativa necessária com o mundo externo. Dentro de um contexto contemporâneo, que exerce uma função de pratica unilateral social, expressões diversas de corpo ou gênero, não são aceitas de bom grado. 

 

De uma maneira simbólica busco dentro desse trabalho minha posição dentro dessa instituição social criada, confrontando minha própria maneira de ser humano, desejando uma "ultra" feminilização do masculino e enriquecendo uma sociedade com novas referências do que é poder ser.

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The Male Subjectivity project confronts the notion of masculinity expressed and idealised within the current social construct. Using a carnivalesque language, I ironize masculinity. Removing it from its hierarchical place of power and exposing its fragility. Thus, confronting the symbolic aspects of the phallus.

 

Using materials such as ceramics and glass, I emphasise the male fragility of the contemporary man. I am making fun of the wounded masculinity of the “real man”.  Involving the masculine with the feminine, which here is depicted through the blossom from the inside out. In this way, the unconscious feminine of the masculine is rupturing a patriarchal status quo.

 

I propose to demystify virility and dis-oppress a “fem” or Queer male expression. A response also to the prejudice that, unfortunately, takes place within the LGBTQA+ community. The project demonstrates and puts it in the centre stage of discussion some destructive behaviours towards men who have a female expression.

 

In my work, vessels are anthropomorphic. Seen by me as an ordinary body, its envelope exerts a narrative with the external world. Within a contemporary context, which has a unilateral social status quo, different bodies expressions or gender are not willingly accepted.

 

Symbolically, I seek in this work my position within this manmade social institution. Defying the way of my being human. Desiring an "ultra" feminisation of the masculine, enriching society with new references of what it is to be human.